História e Cultura

Dia Nacional do Choro: conheça alguns “chorões” cearenses que representam o gênero musical em Fortaleza

Basta acompanhar a programação de alguns bares e restaurantes da Capital para se dar conta de algo que, talvez, não seja tão óbvio para quem não é daqui: Fortaleza é a cidade do forró, mas não deixa a desejar quanto o assunto é chorinho. 

O gênero musical, de origem carioca, é comemorado no dia 23 de abril e atravessa gerações de músicos fortalezenses que não só se dedicam ao repertório de nomes como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevendo e Chiquinha Gonzaga, como também apresentam suas próprias composições, carregadas de influências locais e de personalidade única.

Um cenário que demonstra a diversidade e riqueza criativa dos músicos cearenses e contribui para a preservação e renovação desse estilo musical tão querido pelos brasileiros.

Abaixo, listamos alguns nomes de artistas e grupos que contribuem para essa efervescente cena musical do chorinho em Fortaleza. Confira!

Macaúba do Bandolim

Foto: Analice DinizFoto: Analice Diniz

Não há como falar do chorinho na cidade sem citar José Felipe da Silva, o Mestre Macaúba do Bandolim, uma das maiores referências do gênero em todo o estado. Filho de músico, bandolinista virtuoso e autodidata, começou a tocar aos sete anos de idade.

“O amor pela música nasceu vendo meu pai tocar. Ele chegar de madrugada – que o pessoal todo fazia seresta para a minha mãe. E minha mãe acordar e, com fogão a lenha, fazer tira gosto. Eles se reuniam embaixo de um cajueiro que tinha lá em casa. Meu pai não queria que eu encostasse, e eu ficava de longe, olhando aquilo, vendo aquilo bonito. É um dom de Deus. E hoje, eu tenho filhos, netos que tocam. Eles herdaram o sangue do avô”, relatou o mestre, em depoimento para o site Mestres da Cultura.

Instagram: @mestremacaubaoficial

Marinaldo do Bandolim

Foto: Reprodução/InstagramFoto: Reprodução/Instagram

A fruta não cai longe do pé e, como não poderia deixar de ser, os filhos de Macaúba seguiram o caminho do pai. Entre eles, Marinaldo do Bandolim é uma figurinha carimbada na cena musical local. Além de acompanhar Macaúba, o músico também apresenta seus shows em festivais de música instrumental e nas rodas de choro da cidade.

Instagram: @marinaldodobandolim

Brenna Freire

Foto: Reprodução/InstagramFoto: Reprodução/Instagram

Filha do violonista Ribamar Freire, outro nome importante do choro cearense, Brenna Freire herdou do pai o talento e o gosto pela música instrumental.

Foi questão de tempo até que o violão de 7 cordas do mestre Ribamar encontrasse o acompanhamento virtuoso do cavaquinho de sua filha. Hoje, Brenna é uma multi-instrumentista de destaque na cena musical da cidade, mostrando não só sua habilidade musical, mas também o papel fundamental das mulheres no choro e no samba.

Instagram: @brennafreire

Luiz José

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

O cavaquinista Luiz José é reconhecido por ser um ótimo solista e, principalmente, por ter idealizado o cavaquinho de seis cordas.

Com participação ativa como “chorão”, tocou com grandes nomes do gênero, como Marco de Pina, Pedro Amorim, Luciana Rabello, Carlinhos Patriolino, Macaúba, Hamilton de Holanda, Alencar 7 Cordas, Silvério Pontes, Zé Calixto e Adelson Viana, entre outros.

Instagram: @luizjoseofical

Grupo Murmurando

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

O grupo Murmurando é um “regional” de choro que nasceu em 2006. Formado por Samuel Rocha (violão de 7), Cleylton Gomes (flauta) e Lauro Viana (cavaquinho) o grupo possui um sofisticado repertório de obras autorais que mostram influências contemporâneas e sonoridades modernas, sem perder a raiz da tradição e a vivacidade do chorinho tradicional.

Instagram: @murmurandoce

Grupo Cordas que Falam

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Com uma trajetória marcante na cena do choro de Fortaleza, o grupo Cordas que Falam é um dos grandes responsáveis pelo fortalecimento do gênero na cidade. Atualmente, o quinteto traz uma mistura de gerações, sendo composto pelo veterano Manoel Guerreiro (violão 6 cordas), Lucas Ervedosa (violão 7 cordas), Brenna Freire (cavaquinho),  Eric Diógenes (bandolim) e Fernando do Pandeiro.

Instagram: @cordasquefalam

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