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Ir ao Ateliê da Sil é vestir-se de Fortaleza

Visitar o Ateliê da Sil é uma forma de se aprofundar na história da própria cidade.
Foto: Divulgação
Por Gabi Dourado

Silvânia de Deus não faz roupa, faz vestíveis. E isso é um resumo sobre o que esta designer compreende sobre o próprio ofício e sobre a sua percepção criativa de mundo. Nascida em Fortaleza, no bairro Carlito Pamplona, foi na Praia de Iracema que se instalou há 20 anos e não mais deixou. Observando (e agindo) as mudanças e transformações acontecidas na Rua dos Tabajaras e seu entorno. É que Sil faz moda. A própria moda. 

“Comecei a fazer roupa porque queria melhorar a autoestima das mulheres ao meu redor e por necessidade de fazer algo que pudesse vestir, já que não podia comprar o que desejava. De amiga em amiga, segui com o trabalho e sempre com a ideia de criar peças atemporais e autorais, ainda antes disso tudo ser moda”, diz.

Isso significa que visitar o Ateliê da Sil em sua passagem por Fortaleza é uma forma de se aprofundar na história da própria cidade, junto com a trajetória de Sil. Ela é uma Fortaleza em si e, dela, cria seus vestíveis em forma de vestidos, blusas, saias… Estes, aliás, ganham nome próprio: Isa, Kiki, Márcia, Lohana. Talvez seja essa a tal da roupa com personalidade. 

Já faz 20 anos que Sil abriu as portas do ateliê. Chegou lá ao lado do marido e entusiasta de seu talento para vestir, Max. Aos 29 anos, porém, ficou viúva e precisou costurar-se enquanto costurava tecidos. Nessa caminhada, estabeleceu um outro olhar para o design de moda local, além de envolver-se com ações, eventos e projetos voltados a promoção do design em Fortaleza.  

Seus vestíveis carregam esse olhar para o mundo no qual não existe apenas uma saída nem só uma forma de existir. Cada peça se torna várias, assim como as pessoas. A depender da amarração, do lado, do desejo e da vontade de quem veste, uma peça vira outra. E a proposta muda.

O Kiki, por exemplo, nasce de um desejo antigo da estilista de criar uma roupa sem zíperes ou botões, que se amarrasse e se resolvesse por si só com equilíbrio, elegância, sofisticação, charme, qualidade e beleza. Kiki é uma coleção dos muitos vestidos criados por Sil, que escolheu diferentes caminhos para experimentar, desenvolver e criar seus vestíveis, usando o design como solução.

Quando Kiki foi criado, ele tinha seis formas de uso, mas agora existem 19, descobertas por mulheres que se aventuram a brincar com esta peça única, que agrega todas as técnicas da designer.

Fortaleza também vira roupa por Sil. O vestido Clara, por exemplo, carrega consigo toda essa energia da nossa cidade solar. “Um balanço gostoso entre o movimento dos mares bravios e da brisa constante. É como a gaiatice e a simplicidade de viver na Praia de Iracema”, descreve. 

Visitar e vestir Sil é um encontro com Fortalezas, várias, diversas, intensas e imensas. “O tecido para mim é uma forma de falar. É afeto, cuidado. É a minha forma de resgatar a força feminina e abraçar quem veste as peças do ateliê”, conclui. 

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